sábado, 2 de dezembro de 2017

A TRÁGICA HISTÓRIA DE MOISÉS HULL

Na primavera de 1857 Moisés Hull aceitou a mensagem do Sábado e pregou o seu primeiro sermão adventista nesse mesmo ano em Greenville, Illinois (EUA). Em breve, ele mudou-se com a sua família para Iowa, onde pregou em tendas e salões. Ele foi ordenado ao ministério em Crane’s Grove, Illinois, em 1858.

Sendo um evangelista popular, atraía multidões até um milhar. Era muito hábil em debates e, como tal, participou num debate de sete dias em 1862 com outro ministro sobre a questão da imortalidade da alma. Ele ganhou a maioria dos seus debates. Em várias ocasiões debateu com espíritas.
Mais de uma vez, Ellen White advertiu-o contra fazer amizades com espíritas. Ele sabia exatamente no que se estava a meter quando começou a debater com espíritas. Ele escrevera um panfleto em 1862 intitulado: Infidelidade e Espiritismo.
Em outubro de 1862 Hull aceitou o desafio de debater com o espírita W. F. Jamieson. Mais tarde Hull disse que debatera não com Jamieson mas «com algum demónio professando ser o espírito do Sr. Downing, que falava por meio de W. F. Jamieson.» Há um relato que diz que, enquanto eles debatiam, Hull ouviu a voz de um espírito.
Alguns dias mais tarde ele reuniu-se com alguns adventistas na casa de João N. Loughborough, em Battle Creek, Michigão (EUA). Ellen White recebeu a primeira das suas mensagens para ele numa visão naquela reunião. Deus estava a usar todos os meios para o salvar.
Moisés Hull pareceu mudar. Na Review and Herald ele escreveu um breve relato e apologia a respeito do seu debate. Ele disse: «Houve ... uma influência sobre a audiência e eu estou agora satisfeito comigo próprio, tal como eu nunca testemunhei antes.»
Durante o verão de 1863 Hull foi para o estado de Nova Iorque para fazer evangelismo público. Mas em setembro desse ano, ele pregou o seu último sermão como adventista. Durante o resto da sua vida Hull foi espírita. No começo da década de 1870 ele deixara a sua esposa, e passou a advogar e a praticar o “amor livre”. Os últimos 35 anos da sua vida, ele viveu num casamento de lei comum com uma médium espírita.
Hull editou vários jornais e escreveu numerosos livros e panfletos para os espíritas. Em 1902 ele tornou-se o primeiro presidente do Instituto Morris Pratt, uma escola estabelecida para instruir médiuns espíritas.
Moisés Hull suicidou-se [por enforcamento] em 1907, em San José, Califórnia.
Adaptado de James Nix, Adventist Review, 27 de agosto de 1987. Reimpresso com permissão.

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